A Palestina ganha uma batalha

dom, 05/04/2015 - 19:54

A Palestina ganhou mais uma batalha contra o nazi-sionismo! Aquilo que os palestinos queriam ganhar e os sionistas temiam perder foi oficializado. A Corte Penal Internacional celebrou a admissão da Palestina como novo Estado participe pleno deste órgão das Nações Unidas. 

 

Foi uma celebração simples, porém de enorme significado para o avanço da Palestina rumo ao seu reconhecimento universal como Estado de pleno direito por todos os órgãos da ONU. É um passo importante que permite aos palestinos levarem as infindáveis agressões de seus direitos, por ocupantes ilegais de suas terras e criminosos contumazes contra o povo dono da terra, num patamar de igualdade com todos os membros das Nações Unidas, a começar pelo reconhecimento de seu direito a fronteiras reconhecidas e seguras. As armas do Direito serão, como têm sido, as únicas brandidas contra seus agressores.

O dia primeiro de abril de 2015 passa a ser um marco na história da luta palestina por seus direitos. Neste dia, na sede da Corte Penal Internacional, em Haia (Holanda), a Segunda Vice-Presidente da CPI, a juíza senhora Kuniko Ozaki, na presença do Presidente da Assembleia dos Estados Participantes, o senhor Sidiki Kaba, e acompanhada do Escrivão da CPI, senhor Herman von Hebei, entregou ao Ministro das Relações Exteriores da Palestina, Dr. Riad Al-Malki, um exemplar especial do Estatuto de Roma que simboliza o engajamento comum dos signatários em favor do respeito do estado de direito. 

A Juíza Ozaki sublinhou que “A adesão a um Tratado só é, como é óbvio, apenas uma primeira etapa”. E prosseguiu a Segunda Vice-Presidente dizendo: “Pelo fato da entrada em vigor do Tratado de Roma, hoje, para o Estado da Palestina, a Palestina adquire todos os direitos, assim como as responsabilidades decorrentes do fato de ser um Estado participante do Estatuto”. Finalizou salientando que “Estes são compromissos sérios que não podem ser considerados leves”. 

Já o senhor Kaba, em nome de todos os signatários do Tratado, declarou que “Este compromisso, dos mais simbólicos, vem ainda, mais uma vez, confirmar em todo lugar, através de todo o Mundo, que os povos assumem os nobres ideais da CPI, aqueles de um Mundo de Paz e de Justiça para todos”.

Por sua vez, o Ministro Al-Malki declarou: “Hoje, quando a Palestina se torna oficialmente um Estado partícipe do Estatuto de Roma, o mundo deu mais um passo rumo ao fim de uma longa era de impunidade e injustiça. De fato, este dia nos aproxima de nossos objetivos comuns de Justiça e Paz”. 

A Palestina não deve perder tempo e, já na próxima semana, deverá começar a apresentar à CPI ações contra os nazi-sionistas responsáveis por crimes contra a humanidade. 

Israel foi derrotado. A adesão da Palestina ao Tratado de Roma, tornando-a membro da Corte Penal Internacional, vai permitir que os crimes que os governantes do estado sionista têm cometido, desde sua fundação, sejam julgados e condenados.

Um Estado fundado com base em premissas falsas: o direito divino que Deus não deu, a dádiva de alguém que não era possuidor daquilo que presenteou e uma partilha recomendada cujo valor legal é nulo, não pode permanecer durante mais de meia dúzia de decênios cometendo crimes sem que sejam julgados. 

Os crimes agora serão julgados e as condenações pronunciadas, mesmo que Israel, de caso pensado, não faça parte do TCI. Para os palestinos, vale a condenação e a repulsa dos povos nos quatro cantos do mundo. A vitória final será com uma saraivada de Justiça e Paz.