Pré-estreia do filme tunisiano "A Amante" e debate com apoio do ICArabe é sucesso de público

sex, 01/06/2018 - 15:20
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O filme tunisiano "A Amante", de Mohamed Ben Attia, ganhador do Urso de Ouro do Festival de Berlim na categoria “Melhor Filme de Estreia” e do Urso de Prata de Melhor Ator (Majd Mastoura), teve sua pré-estreia na noite de terça-feira, 29 de maio, no Cine Caixa Belas Artes, em São Paulo, com ingressos disputados pelo público e sala lotada. O evento foi realizado pela Pandora Filmes, em parceria com o ICArabe, o jornal O Estado de São Paulo e o Cine Caixa Belas Artes.

A sessão contou com um debate com presenças de Salem Nasser, professor de Direito da Fundação Getúlio Vargas e ex-presidente do ICArabe, e Luiz Zanin, crítico de Cinema de O Estado de São Paulo.


O longa metragem conta a história de Hedi, rapaz de 25 anos que na Tunísia recém-democrática tem sua vida está traçada pela mãe super protetora. Está prestes a se casar com uma moça escolhida pela família, mas ao ser escalado para uma viagem de trabalho, se apaixona pela funcionária de um resort, uma jovem de espírito livre, e isso irá estremecer o planejado futuro que o espera.
 

O jornalista Luiz Zanin ressaltou a abordagem do filme sobre cultura, comportamento, questões políticas e sociais da Tunísia. 

Salem Nasser frisou que a produção mostra um percurso, um momento individual de uma família conservadora da Tunísia, assim como questões de desemprego e de pobreza do país, e colocou alguns pontos para reflexão: "Em que medida o filme mostra sobre o país? Cada um tem a sua reflexão pessoal. O filme é produzido com roteiro francês, traduzido para o árabe e possui influências de países europeus. É uma bela história sobre uma individualidade sensível que mexe com o contexto familiar, social e a vontade de diferenciação em relação ao seu entorno, mas não consegue se desvencilhar da sua rede de proteção. O filme mostra a força das mulheres da Tunísia e questões políticas deixando nas entrelinhas a pergunta: "A situação política, econômica do país está melhor ou pior após a revolução?"

Sobre mais esta iniciativa do ICArabe, que há mais de 10 anos vem divulgando o cinema árabe no Brasil por meio da Mostra Mundo Árabe de Cinema, Nasser comentou:  "O ICArabe segue a missão de promover a cultura árabe e de promover o diálogo entre essa cultura e o Brasil. Nos coloca em contato com a produção artística, questões contemporâneas e atuais, revoltas e tentativas de mudanças no mundo árabe. Como isso se revela dentro de uma obra específica de cinema. A iniciativa é a confirmação do ICArabe de fazer o seu papel com esse diálogo e interlocução.”

Para ler a crítica do jornal O Estado de São Paulo sobre o filme, acesse aqui

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