Encontro na USP abordará os 50 anos de ocupação da Palestina

qua, 15/11/2017 - 21:21
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O Diversitas – Núcleo de Estudos das Diversidades, Intolerâncias e Conflitos, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, promoverá, no dia 30 de novembro, o encontro "50 anos de ocupação, 70 anos de colonização. A questão palestina".

2017 marca o 50º aniversário da ocupação israelense da Cisjordânia e da Faixa de Gaza. Meio século, duas gerações e milhões de palestinos vivendo sob o controle de um exército cujos líderes políticos não podem mudar ou eleger. Em meio a estes palestinos vive uma população crescente de colonos, hoje superando 600.000 israelenses, que se beneficiam de um regime institucionalizado de privilégios.

E, no entanto, a ocupação não encerra o debate sobre a questão palestina, que existe desde muito antes de 1967. A maioria dos palestinos, que constituem a maior população de refugiados do mundo, vive excluída da sua terra natal desde 1948, quando a criação do Estado de Israel (chamada por eles de Nakba, ou catástrofe em árabe) enviou para o exílio centenas de milhares dos habitantes da região chamada de Palestina Histórica.

Diante do fracasso das propostas de solução até aqui vislumbradas para a questão palestina, como os Acordos de Oslo de 1993/4, da urgência atual dos temas relacionados ao refúgio e às populações excluídas de qualquer proteção ou garantia mínima de direitos, e da inclinação cada vez mais à direita do cenário político israelense, torna-se fundamental discutir um novo enquadramento para o tema.

Encarar de modo realista a atual situação na Palestina implica o questionamento de muitos clichês construídos em volta da questão ao longo dos anos e que conquistaram uma perigosa aderência mesmo em discursos ditos de esquerda. Propomos, portanto, reavaliar termos como “extremismo”, “diálogo”, “paz”, “um/dois estados” e abordar o tema a partir das categorias de colonização/de-colonização, democracia e responsabilidade, situando a questão palestina em meio a lutas globais por emancipação e justiça.

Mais informações no site: http://diversitas.fflch.usp.br/Questao_Palestina

"50 anos de ocupação, 70 anos de colonização. A questão palestina"

Dia 30, das 14h30 às 22h

Local: Auditório da Casa de Cultura Japonesa - Av. Prof. Lineu Prestes, 159 - Cidade Universitária 

Programação:

14h30 – 15h30: Exibição do documentário israelense The Lab, de 2013.


16h -17h30: MESA 1: As violações dos direitos humanos na Palestina em uma perspectiva global.
Participantes:

Fábio Bacila Sahd, Doutor pelo programa de pós graduação do Diversitas (USP), com a tese “As violações de Direitos Humanos nos Territórios Palestinos Ocupados (1967-2014): Indícios de um Homo Sacer Médio-Oriental?”.

Bruno Huberman, mestre em Relações Internacionais pelo Programa de Pós Graduação San Tiago Dantas (UNESP, UNICAMP, PUC-SP), desenvolve tese de doutorado intitulada “Colonialismo, aparatos de controle e economia política: exportação e perpetuação da experiência israelense nos territórios ocupados palestinos.”

Luciana Garcia de Oliveira, mestre pelo Programa de Estudos Judaicos e Árabes (USP) com a dissertação “A diáspora palestina no Brasil - A FEPAL: Trajetórias, reivindicações e desdobramentos (2000-2012)”, é integrante do Centro de Estudos Hannah Arendt da Faculdade de Direito (USP).
MEDIAÇÃO: Nina Galvão

18h-20h: MESA 2: A resistência palestina e a arte: espaços simbólicos de elaboração da violência. 
Participantes:

Nina Galvão, mestranda do programa de pós graduação do Diversitas (USP), desenvolve dissertação sob o título “Lábio para assoviar: dimensões políticas da memória na resistência palestina”.

Mariane Gennari, mestra pelo Programa de Pós Graduação em História Social com a dissertação “O exílio palestino em Homens ao Sol (1963): diálogos entre História e Literatura”.

Maria Fernanda Vomero, mestra pelo programa de Artes Cênicas (USP) com a dissertação “Teatro e direitos humanos: ética e estética como forma de resistência”.
MEDIAÇÃO: Fábio Bacila Sahd