Estudantes árabes podem fazer graduação no Brasil

sex, 05/07/2019 - 20:05

 

Por meio de programa do Ministério de Educação e Itamaraty, cidadãos de 62 países têm a possibilidade de fazer licenciatura ou bacharelado em universidades brasileiras. Inscrições para 2020 estão abertas até 31 de julho.

Por Isaura Daniel/ANBA

Estão abertas até o dia 31 de julho as inscrições para estrangeiros interessados em cursar graduação no Brasil a partir do ano que vem pelo Programa de Estudantes-Convênio de Graduação (PEC-G). Podem se candidatar estudantes de países com os quais o Brasil possui acordos-quadros nas áreas de educação, cultura, ciência e tecnologia, entre eles os árabes Argélia, Egito, Marrocos, Tunísia, Líbano e Síria.

As informações constam no site da Divisão de Assuntos Educacionais do Ministério das Relações Exteriores (MRE). Os estudantes têm a possibilidade de se candidatar a cursos oferecidos por universidades participantes do PEC-G, lista que inclui principalmente instituições públicas. Grandes universidades brasileiras, como a Universidade de São Paulo (USP), a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Universidade de Brasília (UnB) fazem parte.

Para propor candidatura, é preciso ter concluído ou estar no último ano do estudo correspondente ao Ensino Médio brasileiro e ter domínio da língua portuguesa, o que deve ser comprovado com o Certificado de Proficiência em Língua Portuguesa para Estrangeiros (Celpe-Bras) ou comprovante da inscrição no exame. Se o país de origem não tiver aplicação do Celpe-Bras, ele deverá fazê-lo no Brasil no segundo semestre de 2020.

O candidato não pode ser cidadão brasileiro ou ser detentor de dupla nacionalidade se uma delas for a brasileira. É preciso ter pelo menos 18 anos completos até o final de 2019 e preferencialmente 23 anos completos até a data. É necessário apresentar um termo pelo qual seu responsável financeiro afirma dispor de um mínimo de US$ 400 mensais para custos de subsistência no Brasil durante o curso de licenciatura ou bacharelado.

As inscrições serão feitas na embaixada ou consulado do Brasil que responda pelo país de origem do candidato. Na missão diplomática, o estudante deve preencher o formulário de inscrição e levar originais e cópias do certificado de conclusão do Ensino Médio, do histórico escolar, da certidão de nascimento própria e dos pais e do certificado do Celpe-Bras ou sua inscrição (se não for fazer no Brasil), além dos originais de um certificado de saúde física e mental, do termo de responsabilidade financeira e do termo de compromisso assinado.

Uma comissão vai analisar as candidaturas, levando em conta o histórico escolar e os documentos apresentados. Para a classificação serão consideradas nota média no Ensino Médio e média específica no idioma do país de origem iguais ou maiores que 60%, e adequação do currículo do Ensino Médio ao curso pretendido.

O PEC-G é administrado pela Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação e pelo Departamento Cultural e Educacional do Itamaraty. Ele é voltado principalmente para países em desenvolvimento e tem como foco formar o estudante estrangeiro para que ele retorne ao país de origem ao final do curso.

No total, 62 países se beneficiam do PEC-G. Além dos países árabes já citados, participam do programa África do Sul, Angola, Benin, Botsuana, Cabo Verde, Camarões, Costa do Marfim, Gabão, Gana, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Mali, Moçambique, Namíbia, Nigéria, Quênia, República do Congo, República Democrática do Congo, São Tomé e Príncipe, Senegal, Tanzânia, Togo e Antígua e Barbuda.

Também fazem parte Argentina, Barbados, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, El Salvador, Equador, Guatemala, Guiana, Haiti, Honduras, Jamaica, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Suriname, Trinidad e Tobago, Uruguai, Venezuela, China, Índia, Irã, Paquistão, Tailândia, Timor-Leste, Armênia, Macedônia do Norte e Turquia.

Serviço

PEC-G 2020
Inscrições até 31 de julho de 2019
Mais informações aqui
Acesso o edital aqui.