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ARTIGOS

Uma guerra em Ghaza

A guerra de Ghaza começou com os ataques israelenses no dia 27 de dezembro e evoluiu para uma invasão terrestre no amanhecer deste novo ano de 2009. Apesar das tentativas de se chegar a uma trégua, inclusive por parte do governo brasileiro, os esforços seguiram. Houve até uma resolução do Conselho de Segurança com uma raríssima abstenção dos Estados Unidos…A guerra de Ghaza começou com os ataques israelenses no dia 27 de dezembro e evoluiu para uma invasão terrestre no amanhecer deste novo ano de 2009. Apesar das tentativas de se chegar a uma trégua, inclusive por parte do governo brasileiro, os esforços seguiram. Houve até uma resolução do Conselho de Segurança com uma raríssima abstenção dos Estados Unidos, recuando de seu agressivo apoio a Israel e contrariando a sustentação habitual, decênios a fio, ao Estado hebreu, pelo exercício cínico e abusivo do poder de veto. De nada serviu, pois Israel insistiu que estava exercendo seu direito de continuar protegendo os seus interesses.

Discussões e palpites abundam sobre como a trégua precária de seis meses entre Israel e o Hamas foi quebrada. De seu lado, o Estado sionista culpa os inúmeros foguetes lançados contra o sul de Israel e a suspeita de que o Hamas está contrabandeando através da fronteira egípcia foguetes de maior alcance. Já o Hamas dá inúmeros exemplos de quebra do cessar-fogo por Israel em diversas ocasiões, como no envio de um comando, em 4 de novembro de 2008, dentro de Ghaza para assassinar seis de seus membros e bloqueou quase totalmente suas fronteiras. Tudo isto não teve grande divulgação já que a imprensa mundial estava ocupada com as eleições presidências estadunidenses e o Hamas também aproveitou para intensificar o lançamento de foguetes.

Vale a pena apontar duas verdades que ilustram bem a situação.

A primeira é que o Hamas dirigia boa parte de seus foguetes sobre ‘Ashkalan, cidade de onde a maioria dos habitantes de Ghaza foi expulsa, em 1948, apesar da célebre afirmação de Israel Zangwill, um sionista de primeira hora, de 1897: “[A Palestina é] a terra sem povo – para o povo [judeu] sem terra”; e apesar da declaração de David Ben-Gurion, outro sionista histórico, em 1915, afirmando que “Nós não pretendemos empurrar os árabes para o lado, para tomar sua terra, ou deserdá-los”.

A segunda é que as forças armadas do Estado hebreu, de seu lado, há muito tempo estavam entregues ao detalhamento do plano de invasão e ao treinamento para a invasão de Ghaza, inclusive a zona urbana. A maior parte deste treinamento era feito no Centro Nacional de Treinamento Urbano, uma reprodução da cidade árabe de Baladia, construída do deserto de Nukub (Negev), completa, com campo de refugiados. Quem construiu o modelo foi o Corpo de Engenheiros do Exército dos Estados Unidos, com financiamento quase total da ajuda militar estadunidense. A imitação estava em operação há dezoito meses antes da atual agressão.

Como sabemos, a guerra começou com uma operação aérea envolvendo 88 bombardeiros atacando 100 alvos previamente escolhidos. Durante a primeira semana, mais 400 alvos foram atingidos e o Hamas certamente sofreu abalos e grande número de mortes. Apesar disto, todos os dias mais de 30 foguetes eram lançados além da fronteira fictícia, em território ocupado. Na segunda semana, mais de 10.000 soldados sionistas se dirigiram para o território de Ghaza, apoiados por aviões, helicópteros de combate e tanques.

No final da segunda semana, toda a área rural tinha sido ocupada e só na terceira os sionistas penetraram nos subúrbios da cidade principal e, a esta altura, os combatentes palestinos já haviam se reagrupado e aguardavam o avanço dos invasores. Estes, aparentemente, estavam e continuam temendo se engajar em batalhas de guerrilhas. O lançamento de foguetes não se interrompeu.

Se a guerra foi iniciada apenas para silenciar os foguetes, nesta semana o que se pode ter certeza é que a intenção é terminar com o regime do Hamas e fechar as rotas de chegada de armas através da fronteira egípcia. Trata-se do mesmo Hamas eleito por maioria dos palestinos, em eleições democráticas e supervisionadas por entidades insuspeitas internacionais. No entanto, para sionistas e gringos, a democracia tem que servir a seus interesses.

Em suma, Israel usa de força total, na certeza de que conta com o apoio dos Estados Unidos e o faz agora por suspeitar que poderá haver uma alteração radical na política dos Estados Unidos para o Oriente Médio sob Barack Obama.

O Estado hebreu vê o Hamas como um daqueles que compõem a sua própria versão de “eixo do mal” junto com o Hizbullah, o Irã e a Síria. O medo é que o Hamas ganhe maior apoio popular e vença com galhardia as próximas eleições. Com o ataque sobre o Hamas, aplicam o mesmo golpe de Shimon Peres quando queria ganhar as eleições em 1996 e atacou a sede da Unifil (Forças das Nações Unidas para o Líbano), onde só estavam refugiados civis; matou 106 pessoas, a metade das quais crianças. E hoje, como o partido Kadima, no poder, estava perdendo nas pesquisas para o Likud, de ultradireita, inventou esta guerra para melhorar nas pesquisas.

O lamentável, o vergonhoso, e mais que isto, é que o Egito se coloca como um dos agentes da paz e da negociação, porém colabora com Israel, ajudando a sufocar Ghaza, fechando as suas fronteiras.

No entanto, em minha opinião, Israel dificilmente destruirá completamente o Hamas como querem regimes árabes traidores da causa árabe. O ataque, por maior que seja o número de mortos e mais arrasadora seja a destruição, trará apoio ao Hamas e mais ódio a Israel e Estados Unidos.

Tudo indica que o alegado cessar-fogo unilateral por parte do Estado sionista veio por um recado indiretamente dado pela equipe de Barack Obama, através da convocação de Tzipi Livni, Ministra do Exterior, por parte de Condolleeza Rice, para que assinassem um acordo onde, na realidade, a outra parte interessada não foi convocada. Se este é um indício do que vem por aí, logo mais saberemos.

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🇱🇧A Associação Cultural Brasil-Líbano promoverá em 🇱🇧A Associação Cultural Brasil-Líbano promoverá em setembro iniciativas para comemorar os 150 anos da viagem do imperador Dom Pedro II ao Líbano, entre elas, a exposição itinerante, que contará com a apresentação da bandeira e espada de D. Pedro II, cedidas pela Casa Imperial do Brasil, além da Rota da Viagem do Imperador ao Líbano, imagens do seu diário, depoimento sobre as cidades visitadas, além de outras imagens.

🔗Saiba mais em nosso site. Link disponível nos stories.
🎭 Salamaleque em cartaz! Neste sábado, 22 de agos 🎭 Salamaleque em cartaz!

Neste sábado, 22 de agosto, às 16h, o Complexo Cultural Oswald de Andrade recebe o espetáculo “Salamaleque”, da Cia Teatral Damasco.

Fruto de cinco anos de pesquisa sobre a cultura árabe, a peça parte das cartas de amor trocadas pelos avós da atriz Valéria Arbex na década de 1930. Entre memórias, histórias de família e sabores, “Salamaleque” proporciona uma experiência teatral sensorial e intimista.

📅 22 de agosto, às 16h
📍 Complexo Cultural Oswald de Andrade
🎟️ Ingressos distribuídos 1h antes, no local (máx. 2 por pessoa).
🔞 Classificação: 14 anos
📽A 21ª Mostra Mundo Árabe de Cinema, promovida pel 📽A 21ª Mostra Mundo Árabe de Cinema, promovida pelo Instituto da Cultura Árabe (ICArabe) e pelo Sesc – Serviço Social do Comércio, será realizada de 2 a 8 de setembro, no CineSesc (Rua Augusta, 2075, Cerqueira César – São Paulo). A programação apresenta 9 filmes, todos inéditos. A abertura será no dia 2, com o filme “Calle Málaga, de Maryam Touzani.

🔗Saiba mais em nosso site. Link disponível nos stories.

@mostramundoarabedecinema 
@cinesescsp
📚 Fundação Biblioteca Nacional (FBN) lançou edital 📚 Fundação Biblioteca Nacional (FBN) lançou edital para editoras estrangeiras interessadas em publicar no exterior obras de autores brasileiros. 

🔗 Saiba mais em nosso site. Acesse o link disponível nos stories.

@anbanewsagency
✍️Evento reunirá a tradutora Maria Carolina Gonçal ✍️Evento reunirá a tradutora Maria Carolina Gonçalves e a escritora Maria Fernanda Maglio, com mediação de Yasmin Faria, no dia 20 de agosto, às 19h30.

🔗Saiba mais em nosso site. Link disponível nos stories.

@editoratabla
❓ Você sabia que a expressão “conflito árabe-israe ❓ Você sabia que a expressão “conflito árabe-israelense”, muito usada pela imprensa ocidental, não reflete a realidade da luta palestina? O que se retrata como um conflito entre os dois lados, na verdade pode ser descrito por diversas expressões:

🇵🇸 Ocupação colonial sionista
Ocupação militar israelense
Apartheid israelense
A luta palestina
A questão palestina
A colonização da Palestina

Esses e outros termos estão na plataforma “Comunicando a Palestina”, um guia gratuito para uma comunicação mais ética e responsável sobre a Palestina.

Saiba mais em nosso site: https://icarabe.org/cultura-arabe/derrubando-estereotipos-conheca-a-plataforma-comunicando-a-palestina/
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