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Você está em:Home»Artigo»Artigo: “A hipocrisia na fala”, por Salem Nasser
Artigo

Artigo: “A hipocrisia na fala”, por Salem Nasser

Leia a análise de Salem Nasser, Professor de Direito Internacional. Publica a newsletter https://substack.com/@salemhnasser

Um dia, há muitos anos, percebi que uma intuição minha encontrava uma distinção Habermasiana, aquela que diferencia entre a “ação comunicativa” e a “ação estratégica” por meio da linguagem.

Na ação comunicativa, os participantes buscam o entendimento mútuo, são sinceros e comprometidos com a ideia de veracidade, estão dispostos a testar a força dos argumentos e a se deixar convencer pelo outro. Em resumo, há ali uma comunicação real e honesta.

Já na ação estratégica, aquele que comunica não tem qualquer compromisso com a verdade do que diz nem tampouco com o próprio convencimento sobre o que diz. As palavras e os argumentos são usados para atingir um fim outro que não o do entendimento e da comunicação.

O artigo “A hipocrisia do silêncio”, publicado nesta Folha no dia 2 de fevereiro, é um exemplo típico de ação estratégica. Seu objetivo não é nos fazer entender algo ou refletir, mas disparar gatilhos que produziriam os objetivos esperados. Por essa razão, não posso debater, nem devo, com o que está dito ali. É preciso, isto sim, denunciar a natureza do exercício a que se presta o artigo.

Os objetivos estratégicos que vejo acoplados ao texto e à sua publicação são dois. Por um lado, o artigo participa de um movimento mais amplo de pressão sobre o governo brasileiro e especialmente sobre o Presidente Lula, para que module suas posições sobre a Palestina e Israel. Por outro lado, busca-se fazer a defesa de Israel, uma defesa com a qual os autores estão tanto mais comprometidos quanto mais graves são os crimes israelenses. Os passos para isso são: i) denunciar as supostas – ou verdadeiras, neste caso, tanto faz – violações de direitos humanos pelo Irã; ii) denunciar o governo brasileiro por calar diante das violações; iii) naturalizar a informação – falsa, se pensarmos nos palestinos – de que em Israel tais direitos são respeitados e iv) sobretudo, fazer de conta que Israel não veio cometendo genocídio nos últimos dois anos ou Apartheid nos últimos quase oitenta anos!

O expediente estratégico conta com o fato de que, por razões que não cabem aqui, o Irã é o fantasma preferido do Ocidente desde a Revolução Islâmica de 1979, que agora completa 47 anos. O gatilho funciona: Israel faz parte do que somos nós, e o Irã é o outro malvado.

Mas, neste caso, desmontar o mecanismo é razoavelmente fácil para quem se dispõe a fazer perguntas simples. Sequer é preciso discutir a verdade ou a falsidade do que se diz sobre o Irã. Os autores se dizem preocupados com Direitos Humanos. Fazem isso de modo indireto: acham que o Brasil não deveria silenciar diante da sua violação. A pergunta é: será verdade que estão preocupados com os iranianos e seus direitos? Eu digo que não. A minha tese é de que quem passou dois anos defendendo Israel, enquanto este país cometia genocídio em Gaza, e passou muitos anos mais defendendo Israel enquanto se dava a expulsão forçada dos palestinos de suas terras e enquanto operava o sistema de Apartheid onde quer que restassem palestinos, não pode dizer, honestamente, que se importa com direitos humanos.

Posso estar errado? Sim, desde que, para eles, violar direitos de minorias seja mais grave do que cometer genocídio e/ou desde que, para eles, os palestinos não sejam humanos e, por isso mesmo, não teriam direitos, por isso mesmo, a sua eliminação não constituiria genocídio.

*Artigo publicado originalmente no jornal Folha de S.Paulo

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O Instituto da Cultura Árabe, baseado em São Paulo, Brasil, é uma entidade civil, autônoma, laica, de caráter científico e cultural. Visa a integrar, estudar e promover as várias formas de expressão da cultura árabe, antigas e contemporâneas, e encorajar o reconhecimento de sua presença na sociedade brasileira. Está aberto à participação de todos os que acreditam ser premente assegurar o respeito às diferenças.

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O Instituto da Cultura Árabe, baseado em São Paulo, Brasil, é uma entidade civil, autônoma, laica, de caráter científico e cultural.

🇱🇧A Associação Cultural Brasil-Líbano promoverá em 🇱🇧A Associação Cultural Brasil-Líbano promoverá em setembro iniciativas para comemorar os 150 anos da viagem do imperador Dom Pedro II ao Líbano, entre elas, a exposição itinerante, que contará com a apresentação da bandeira e espada de D. Pedro II, cedidas pela Casa Imperial do Brasil, além da Rota da Viagem do Imperador ao Líbano, imagens do seu diário, depoimento sobre as cidades visitadas, além de outras imagens.

🔗Saiba mais em nosso site. Link disponível nos stories.
🎭 Salamaleque em cartaz! Neste sábado, 22 de agos 🎭 Salamaleque em cartaz!

Neste sábado, 22 de agosto, às 16h, o Complexo Cultural Oswald de Andrade recebe o espetáculo “Salamaleque”, da Cia Teatral Damasco.

Fruto de cinco anos de pesquisa sobre a cultura árabe, a peça parte das cartas de amor trocadas pelos avós da atriz Valéria Arbex na década de 1930. Entre memórias, histórias de família e sabores, “Salamaleque” proporciona uma experiência teatral sensorial e intimista.

📅 22 de agosto, às 16h
📍 Complexo Cultural Oswald de Andrade
🎟️ Ingressos distribuídos 1h antes, no local (máx. 2 por pessoa).
🔞 Classificação: 14 anos
📽A 21ª Mostra Mundo Árabe de Cinema, promovida pel 📽A 21ª Mostra Mundo Árabe de Cinema, promovida pelo Instituto da Cultura Árabe (ICArabe) e pelo Sesc – Serviço Social do Comércio, será realizada de 2 a 8 de setembro, no CineSesc (Rua Augusta, 2075, Cerqueira César – São Paulo). A programação apresenta 9 filmes, todos inéditos. A abertura será no dia 2, com o filme “Calle Málaga, de Maryam Touzani.

🔗Saiba mais em nosso site. Link disponível nos stories.

@mostramundoarabedecinema 
@cinesescsp
📚 Fundação Biblioteca Nacional (FBN) lançou edital 📚 Fundação Biblioteca Nacional (FBN) lançou edital para editoras estrangeiras interessadas em publicar no exterior obras de autores brasileiros. 

🔗 Saiba mais em nosso site. Acesse o link disponível nos stories.

@anbanewsagency
✍️Evento reunirá a tradutora Maria Carolina Gonçal ✍️Evento reunirá a tradutora Maria Carolina Gonçalves e a escritora Maria Fernanda Maglio, com mediação de Yasmin Faria, no dia 20 de agosto, às 19h30.

🔗Saiba mais em nosso site. Link disponível nos stories.

@editoratabla
❓ Você sabia que a expressão “conflito árabe-israe ❓ Você sabia que a expressão “conflito árabe-israelense”, muito usada pela imprensa ocidental, não reflete a realidade da luta palestina? O que se retrata como um conflito entre os dois lados, na verdade pode ser descrito por diversas expressões:

🇵🇸 Ocupação colonial sionista
Ocupação militar israelense
Apartheid israelense
A luta palestina
A questão palestina
A colonização da Palestina

Esses e outros termos estão na plataforma “Comunicando a Palestina”, um guia gratuito para uma comunicação mais ética e responsável sobre a Palestina.

Saiba mais em nosso site: https://icarabe.org/cultura-arabe/derrubando-estereotipos-conheca-a-plataforma-comunicando-a-palestina/
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