ICArabe dá início ao curso sobre regimes políticos no Mundo Árabe e Islâmico

ter, 12/06/2012 - 16:35
A primeira aula do curso foi ministrada por Reginaldo Nasser, professor de Relações Internacionais da PUC-SP.  Para o professor Nasser, cursos como o promovido pelo ICArabe demonstram como “temos uma realidade muito próxima, por mais que pareça distante, da realidade do Egito, da Líbia e da Síria. Temos problemas comuns e acredito que podemos atuar conjuntamente.” O Professor ressaltou ainda a importância da sociedade civil envolver-se cada vez mais com o tema. “Cursos como este criado pelo ICArabe possibilitam que o debate seja aberto a toda a sociedade, para além do espaço acadêmico, não apenas a um grupo restrito.”

Esta edição dá continuidade ao módulo oferecido no final de 2011, resgatando os acontecimentos dos últimos meses, situando-os e mostrando as perspectivas para o Mundo Árabe. Com coordenação geral de Heloisa Abreu Dib Julien, o curso é composto por cinco aulas, ministradas por Christian Karam, Malcon Arriaga e Salem Nasser, além Reginaldo Nasser. A última aula terá a mesa de debate “Revoluções no Mundo Árabe: consequências e perspectivas”, com a participação de Reginaldo Nasser, de Mohamed Habib (UNICAMP), de Salem Nasser (FGV-SP), de José Farhat (ICarabe) e de Murched Taha (UNIFESP).

“Este é um momento importante para fazermos uma análise do cenário atual do Mundo Árabe”, ressalta Heloisa. “A análise dos regimes políticos na região, de forma mais focada e racional, pretende estimular uma visão mais crítica. O participante passa a olhar a realidade de toda a região com conceitos menos preestabelecidos.  É preciso tentar analisar a situação da Síria, por mais difícil que isso possa parecer. Trazer o Irã para a discussão, mesmo não sendo um país árabe, foi imprescindível, devido à sua histórica revolução, o regime político adotado, suas alianças e como isso interfere em todo o equilíbrio da região. Por fim, a realização de uma mesa redonda para analisar os caminhos tomados pelas revoluções árabes e as perspectivas no horizonte, encerram nosso curso. Temas sensíveis exigem um tratamento cuidadoso, o que se reflete na escolha dos docentes.”

Para o estudante Damião Costa de Oliveira, que cursa Ciências Sociais na PUC-SP, cursos como o do ICArabe são difíceis de ser encontrados. “Esse é o meu primeiro curso sobre a Primavera Árabe. Gostei bastante. Eu já conhecia o professor Nasser por sermos da mesma instituição e ele é uma referência em Oriente Médio, por seu vasto conhecimento.”