Solenidade comemorativa e mostra acontecerão no Clube Monte Líbano.
A Associação Cultural Brasil-Líbano promoverá em setembro iniciativas para comemorar os 150 anos da viagem do imperador Dom Pedro II ao Líbano, entre elas, a exposição itinerante, que contará com a apresentação da bandeira e espada de D. Pedro II, cedidas pela Casa Imperial do Brasil, além da Rota da Viagem do Imperador ao Líbano, imagens do seu diário, depoimento sobre as cidades visitadas, além de outras imagens.
A cerimônia de abertura do evento ocorrerá terça-feira-01 de setembro próximo, às 20h30 no Clube Atlético Monte Líbano de São Paulo (entrada franca).
Na solenidade de abertura serão lançados o Selo e Carimbo comemorativos criados pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, bem como bilhetes da Loteria Federal pela Caixa Econômica do Brasil, com imagens alusivas à comemoração. A exposição abrirá no mesmo dia e ficará no espaço até 6 de setembro.
O evento conta com a parceria do Consulado Geral do Líbano em São Paulo.
A visita
Em 1876, o Imperador D. Pedro II realizou uma visita histórica ao Líbano, ainda sob o domínio do Império Otomano. O Monarca chegou ao Líbano procedente da Grécia no navio “Aquila Imperial”, acompanhado de sua esposa D. Tereza Christina Maria e uma comitiva de aproximadamente 200 pessoas (entre damas, barões, viscondes).
Percorreu o país dos Cedros com uma égua branca e uma mochila, e permaneceu no Líbano de 11 a 15 de novembro de 1876. Em Beirute, encontrou-se com diversos intelectuais e visitou a Universidade Americana de Beirute, onde assistiu à uma das aulas do Prof. Cornellius Van Dyck e, ao seu lado, sentou-se o jovem estudante Neme Jafet, um dos pioneiros da imigração libanesa no Brasil.
Durante a viagem muito encorajou a imigração libanesa para o Brasil e, desde então, a história da comunidade líbano-brasileira está entrelaçada com o desenvolvimento do Brasil.
A história é pródiga em exemplos que marcam o elo afetivo entre o Brasil e Líbano.
Em 1808, quando D. João VI, El -Rei de Portugal chegou ao Brasil com a família real portuguesa, ao saber que não havia sido encontrado um solar apropriado para ela, um descendente de libanês, Antun Lies Lubbus (nome aportuguesado para Elias Antonio Lopes), comerciante, possuía uma casa de secos e molhados, um açougue de carne de carneiro na Ponte do Caju e grande proprietário de terras na Prainha, ofereceu e vendeu sua casa à D.
João VI, a fim de servir como residência da família real. O local tornou-se mais tarde conhecido como Paço de São Cristóvão, local onde nasceu o Imperador D. Pedro II. Atualmente é conhecido como Quinta da Boa Vista, onde se encontra o Museu Nacional. No Museu Histórico e Geográfico Nacional do Rio de Janeiro poderão ser vistos documentos e fotografias relativos à essa seção. Essa história consta dos arquivos da Biblioteca Nacional de Portugal.
Exposição: Clube Atlético Monte Líbano: de 01 a 06 de setembro de 2026





