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Você está em:Home»ARTIGOS»A tese barata do conflito de civilizações
ARTIGOS

A tese barata do conflito de civilizações

As reações em todo mundo sobre as caricaturas do profeta Muhammad tomaram, na semana passada, uma dimensão que poucos poderiam supor. Apesar de todas as tentativas de entender ou resolver o conflito gerado, não há ainda muita clareza sobre em que resultará tudo isso. No entanto, uma coisa é certa: não se trata de um conflito entre o ocidente e o mundo islâmico.

Muitas questões estão envolvidas e seria extremamente reducionista tratar desta questão pelo viés da teoria distorcida e racista do conflito cultural, como quis retratar a revista Veja . Não se trata de falarmos da falta de bom senso ou das responsabilidades (ou melhor, irresponsabilidades) das provocações feitas. Podemos e devemos tratar dos motivos mais profundos envolvidos na questão.

Está claro que não se trata, como já mencionamos, de um choque cultural ou de civilizações, ou ainda do islamismo contra o ocidente, ou do mundo islâmico contra o resto do mundo. Esta seria uma análise de apelo muito fácil e, ao mesmo tempo, intelectualmente raquítica.

Certamente existem diferenças culturais, mas as culturas envolvidas nessa situação, entre elas a Cultura Árabe, têm tradição suficiente de respeito universal, tolerância e convivência. Preceitos esses que, aliás, fazem parte também do islamismo na sua base e, por que não dizer, nos seus fundamentos.

A questão que se coloca tem muito mais relações com a situação da conjuntura mundial e da geopolítica das regiões envolvidas. É importante não esquecer que, além de ferir um preceito islâmico, a charge em questão contém um aspecto político e conteúdo discriminatório inquestionável. Ao retratar o profeta Muhammad com uma bomba na cabeça, há uma imposição de uma lógica discriminatória implícita do tipo ‘Muhammad pode se explodir, portanto qualquer muçulmano pode se explodir. Logo, todos os muçulmanos são terroristas’. Esse é marco discriminatório crítico, típico caso de gota d’água de um processo.

Há tempos o muçulmano, em especial o árabe-muçulmano (lembremos que nem todo árabe é muçulmano e nem todo muçulmano é árabe, mas há uma enorme confusão a esse respeito), tem sido retratado sistematicamente de maneira estereotipada e discriminatória. O ambiente discriminatório está instalado em todo o Ocidente, em especial na Europa que separa os seus cidadãos de origem não-européia. As reações a isso se tornaram inevitáveis e exemplos claros e recentes foram as inúmeras manifestações dos jovens franceses de famílias provenientes de outros países, que cansados da falta de emprego e condições dignas de vida, iniciaram uma enorme revolta. Este foi um fenômeno típico da reação à discriminação e que não tinha nenhuma conotação religiosa. Se as reações às charges têm sido extremadas, isso provavelmente expresse, proporcionalmente, o grau de revolta acumulada pelas inúmeras e sistemáticas humilhações e pela retirada brutal da dignidade de todo um grupo social.

É claro que a liberdade de expressão, que é um bem universal, deve ser preservada. No entanto, ela não pode ser o recurso máximo de discriminação social embutida em uma provocação de baixo nível intelectual. Ou seja, a liberdade de expressão não deve ser confundida com libertinagem, ou seja, com o uso indiscriminado e ofensivo da expressão.

A enorme onda de indignação que ocorre hoje no mundo islâmico não pode ser ignorada e, principalmente, não deve ser subestimada. Ela traz um apelo ao Ocidente pela recuperação da dignidade de um grupo social, pelo fim das opressões, pelo fim das expropriações de seus direitos e, principalmente, pelo fim das ocupações de suas pátrias por governos autoritários.

Isto posto, fica a conclusão de que não podemos, de forma alguma, aceitar a banalização da questão, não podemos aceitar a tese barata do conflito de civilizações, ou da guerra dos bárbaros contra o ocidente civilizado. Se houver uma compreensão neste sentido, daremos um passo possível e necessário para uma solução mais justa e, principalmente, mais duradoura.

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