Iniciativa busca reunir estudos que reforcem a centralidade do tema nos debates contemporâneos. Prazo para envio de textos: 11 de outubro de 2026.
O debate sobre a Questão Palestina é central para quem se dedica aos estudos da contemporaneidade. Edward Said já fundamentou devidamente suas conexões com as demais causas terceiro-mundistas, estando ela no cerne deste alinhamento internacional, juntamente com a luta contra o regime de apartheid na África do Sul. Logo, possibilita tanto desenvolver alguns campos teóricos (como os estudos decoloniais, pós-coloniais e anticoloniais), como pensar questões interseccionadas.
Desde 1948, seguem se avolumando no sistema ONU e fora dele denúncias de que o Estado israelense viola direitos humanos e pratica crimes contra a humanidade (notadamente, apartheid e genocídio). Mas, na contramão destas denúncias e do movimento anticolonial, os críticos das políticas israelenses vêm sendo perseguidos, inclusive judicialmente. Tentativas de censurar e de silenciar o debate são exercidas por meio de ameaças e de processos judiciais, destacando-se o que documentos do sistema ONU classificaram como um uso ambíguo do antissemitismo, que assim se torna um instrumento político para enquadrar as críticas ao Estado de Israel, perdendo sua especificidade histórica.
Ao abordar essas questões e tantas outras, o presente dossiê defende a proposição inicialmente apresentada. Logo, sua proposta é compilar distintos estudos sobre o caso, em especial aqueles que contribuam para fundamentar a centralidade da Questão Palestina para os estudos da contemporaneidade, em especial, “depois de Gaza”. Assim, pretende assegurar que a maior visibilidade atual não se constitua apenas em um reflexo passageiro do terror gerado por mais um genocídio, voltando ao ostracismo tão logo chegue a vez da próxima catástrofe na linha de montagem da modernidade.
Organizadores:
Fábio Bacila Sahd (DEHIS/UFPR)
Bárbara Caramuru Teles (Museu de Arqueologia e Etnologia/UFPR)
Prazo para envio de textos: 11 de outubro de 2026. Saiba mais aqui.
