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Você está em:Home»NOTÍCIAS»Política e Sociedade»Colonos exploram a crise do coronavírus para tomar conta da Cisjordânia
Política e Sociedade

Colonos exploram a crise do coronavírus para tomar conta da Cisjordânia

Por Abd Alatyif Khader

A agressão dos colonos em relação aos palestinos não é amplamente abordada pela mídia, entre os quais o incidente aconteceu em “Metzoke Dragot”, perto do Mar Morto, onde os palestinos foram atacados e seus veículos incendiados por um grupo de colonos. No entanto, este foi apenas um dos múltiplos ataques físicos contra palestinos nas semanas anteriores, onde a agressão dos colonos aumentou drasticamente em todas as partes da Cisjordânia.

Desde o início da crise do coronavírus, a aão de colonos contra palestinos na Cisjordânia aumentou, apesar das restrições de movimento, fechamento e uma série de estritos bloqueios sociais. Nestes incidentes violentos, os colonos, alguns deles portando armas de fogo, agrediram os palestinos com a ajuda de paus, machados, armas de eletrochoque, pedras e ataques de cães. Os colonos também atacaram casas, queimaram carros, árvores e outras culturas foram vandalizadas e desarraigadas e animais roubados.

LEIA: Israel interrompe reabertura diante de novo pico do coronavírus

Os colonos também assediam pastores palestinos no Vale do Jordão, perto dos assentamentos de “Rimonim” e “Kochav Hashahar”. Eles também pastam seu gado e ovelhas nos campos cultivados pelos palestinos. Esses atos rotineiros de assédio e vandalismo não são contabilizados.

Na maioria dos incidentes violentos cometidos por colonos, houve expulsão violenta de fazendeiros e pastores palestinos das pastagens e bloqueio do acesso a terras agrícolas. Os colonos também vandalizaram centenas de árvores: cerca de 240 oliveiras em terras pertencentes às aldeias de Turmusaya e al-Mughayir, 30 em Qaryut, 50 em Ras Karkar e centenas mais em terras pertencentes à vila de al-Khader.

Essas agressões fazem parte de uma estratégia dos colonos e das autoridades israelenses que visam sistematicamente bloquear o acesso dos palestinos à terra em que colhem ou pastam seus bovinos – um hectare, um campo por vez – e controlam essas terras. Dessa forma, o Estado transfere os meios de subsistência dos palestinos para as mãos de israelenses. A violência dos colonos é o braço não-oficial e privatizado do estado que serve para alcançar gradualmente esse objetivo.

LEIA: A oportunidade na crise: Israel, Palestina e comunidade internacional

O apoio total do Estado a essa violência é evidente nas ações das forças de segurança israelenses no local. Cinco dos oito ataques a casas palestinas ocorreram na presença de soldados que permitiram que os colonos fizessem o que quisessem. Em pelo menos três incidentes, os soldados dispararam cartuchos de gás lacrimogêneo contra os moradores e prenderam alguns deles. Em outros três casos, os soldados chegaram com colonos saqueadores ou juntaram-se a eles no início do ataque. Incidentes semelhantes ocorreram, com soldados atirando balas de metal revestidas de borracha e botijões de gás lacrimogêneo contra os moradores.

Israel permite que os colonos ataquem os palestinos e danifiquem suas propriedades praticamente desimpedidas, por uma questão de política. Isso inclui o fornecimento de proteção militar para os atacantes e, em alguns casos, a participação ativa dos soldados no ataque. A polícia, por outro lado, evita aplicar a lei aos infratores. Esse comportamento policial faz parte da estratégia de Israel de dominar a Cisjordânia e seus recursos, incentivando a expropriação de palestinos em toda a Cisjordânia. O fato de que essa violência foi exacerbada durante uma pandemia global acrescenta outra camada de brutalidade à política de Israel, que derruba todas as leis e normas internacionais.

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A ocupação e o coronavírus, duas ameaças aos palestinos. [Sabaaneh/ Monitor do Oriente Médio]

Os colonos também assediam pastores palestinos no Vale do Jordão, perto dos assentamentos de “Rimonim” e “Kochav Hashahar”. Eles também pastam seu gado e ovelhas nos campos cultivados pelos palestinos. Esses atos rotineiros de assédio e vandalismo não são contabilizados.

Na maioria dos incidentes violentos cometidos por colonos, houve expulsão violenta de fazendeiros e pastores palestinos das pastagens e bloqueio do acesso a terras agrícolas. Os colonos também vandalizaram centenas de árvores: cerca de 240 oliveiras em terras pertencentes às aldeias de Turmusaya e al-Mughayir, 30 em Qaryut, 50 em Ras Karkar e centenas mais em terras pertencentes à vila de al-Khader.

Essas agressões fazem parte de uma estratégia dos colonos e das autoridades israelenses que visam sistematicamente bloquear o acesso dos palestinos à terra em que colhem ou pastam seus bovinos – um hectare, um campo por vez – e controlam essas terras. Dessa forma, o Estado transfere os meios de subsistência dos palestinos para as mãos de israelenses. A violência dos colonos é o braço não-oficial e privatizado do estado que serve para alcançar gradualmente esse objetivo.

 

Artigo publicado originalmente no Middle East Monitor.

As opiniões deste texto são de responsabilidade de seu autor, não refletindo, necessariamente, a visão do ICArabe.

Legenda da foto principal: Forças israelenses vigiam postos de controle durante a pandemia de coronavírus, antes da Oração de sexta-feira em Jerusalém, em 20 de março de 2020 [Mostafa Alkharouf / Agência Anadolu]

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#Repost @camaraarabebrasileira ... Novos palestran #Repost @camaraarabebrasileira
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Novos palestrantes confirmados para a 5ª edição do Fórum Econômico Brasil & Países Árabes. No dia 25 de agosto, lideranças e especialistas se reúnem em São Paulo para debater temas estratégicos, compartilhar perspectivas e ampliar as oportunidades entre o Brasil e os países árabes. Ainda dá tempo de participar presencialmente ou acompanhar a transmissão online. Inscreva-se agora pelo site do Fórum. Link na bio!
🌙 O que é o Sufismo e por que essa tradição místic 🌙 O que é o Sufismo e por que essa tradição mística é tão importante na história do Islã?

✍️ No novo verbete do ICArabe, você conhece o Sufismo (tasawwuf), uma das principais vertentes místicas do Islã, marcada pela busca da experiência direta com o divino e por diferentes práticas, tradições e caminhos espirituais.

📚 De autoria de Gisele Fonseca Chagas, o verbete também destaca a presença do Sufismo na literatura e na cultura islâmica, com nomes como Rumi e Farid al-Din Attar.

🌍 A publicação integra a série especial de verbetes do ICArabe, criada para ampliar o conhecimento sobre o mundo árabe, valorizar sua diversidade e contribuir para a desconstrução de estereótipos.

⬅️ Arraste para o lado e confira!
🇱🇧A Associação Cultural Brasil-Líbano promoverá em 🇱🇧A Associação Cultural Brasil-Líbano promoverá em setembro iniciativas para comemorar os 150 anos da viagem do imperador Dom Pedro II ao Líbano, entre elas, a exposição itinerante, que contará com a apresentação da bandeira e espada de D. Pedro II, cedidas pela Casa Imperial do Brasil, além da Rota da Viagem do Imperador ao Líbano, imagens do seu diário, depoimento sobre as cidades visitadas, além de outras imagens.

🔗Saiba mais em nosso site. Link disponível nos stories.
🎭 Salamaleque em cartaz! Neste sábado, 22 de agos 🎭 Salamaleque em cartaz!

Neste sábado, 22 de agosto, às 16h, o Complexo Cultural Oswald de Andrade recebe o espetáculo “Salamaleque”, da Cia Teatral Damasco.

Fruto de cinco anos de pesquisa sobre a cultura árabe, a peça parte das cartas de amor trocadas pelos avós da atriz Valéria Arbex na década de 1930. Entre memórias, histórias de família e sabores, “Salamaleque” proporciona uma experiência teatral sensorial e intimista.

📅 22 de agosto, às 16h
📍 Complexo Cultural Oswald de Andrade
🎟️ Ingressos distribuídos 1h antes, no local (máx. 2 por pessoa).
🔞 Classificação: 14 anos
📽A 21ª Mostra Mundo Árabe de Cinema, promovida pel 📽A 21ª Mostra Mundo Árabe de Cinema, promovida pelo Instituto da Cultura Árabe (ICArabe) e pelo Sesc – Serviço Social do Comércio, será realizada de 2 a 8 de setembro, no CineSesc (Rua Augusta, 2075, Cerqueira César – São Paulo). A programação apresenta 9 filmes, todos inéditos. A abertura será no dia 2, com o filme “Calle Málaga, de Maryam Touzani.

🔗Saiba mais em nosso site. Link disponível nos stories.

@mostramundoarabedecinema 
@cinesescsp
📚 Fundação Biblioteca Nacional (FBN) lançou edital 📚 Fundação Biblioteca Nacional (FBN) lançou edital para editoras estrangeiras interessadas em publicar no exterior obras de autores brasileiros. 

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