Às vésperas de show histórico no Brasil, trajetória da artista revela conexões com a cultura árabe.
Com um megashow gratuito prestes a acontecer na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, a cantora Shakira (Shakira Isabel Mebarak Ripoll) chama atenção não apenas pela grandiosidade da apresentação, mas também por suas raízes libanesas e pelo significado árabe de seu nome.
Filha de pai libanês, a artista carrega uma herança significativa já na própria identidade: “Shakira” deriva do árabe shākira, que significa “grata” ou “agradecida”. O termo reflete um valor importante na cultura árabe – o reconhecimento e a gratidão – e acompanha sua trajetória desde o início da carreira internacional.

Essa conexão com o mundo árabe vai além do significado do nome. Ao longo da carreira, Shakira incorporou elementos do Oriente Médio em suas músicas e apresentações, com influência de artistas como Umm Kulthum e Fairuz. Ritmos e movimentos inspirados na dança do ventre aparecem em vários momentos, ajudando a construir seu estilo artístico.
Um dos exemplos mais emblemáticos dessa fusão cultural está na canção Ojos Así, do álbum Dónde Están los Ladrones? (1998). A música combina pop-rock com sonoridades do Oriente Médio e inclui trechos em árabe, reforçando a atmosfera de devoção e intensidade emocional.
A relação da cantora com o Líbano também se manifesta fora dos palcos. Em 2018, ela participou da abertura do Festival Internacional dos Cedros, em Tannourine, visitou a cidade de sua família e foi homenageada por sua ligação com o país.
Mesmo tendo alcançado projeção mundial com álbuns como Laundry Service e sucessos como Whenever, Wherever, a artista mantém viva, em sua trajetória, a conexão com suas origens e com elementos da cultura árabe.
